A morat=ria da pesca de arrastpo npo convence
[Notícia do dia 31/05/2006]
Ambientalistas esperavam que a proibitpo internacional desta pr?tica pesqueira ganhasse impulso em uma reunipo da ONU. Mas terpo de continuar esperando.
NA?+ES UNIDAS, 29 de maio (TerramTrica).- V?rios grupos ecologistas globais demandam uma morat=ria internacional da pesca de arrastpo, tTcnica que destr=i a vida no fundo do mar. Entretanto, a proposta npo obteve consenso entre os delegados presentes na ConferOncia da Organizatpo das Nat)es Unidas sobre Reservas Pesqueiras. V?rios participantes da primeira reunipo de revispo do Acordo da Organizatpo das Nat)es Unidas sobre Populat)es de Peixes, assinado em 1995, reconheceram que a pr?tica do arrastpo T um tema preocupante, mas se mostraram indecisos sobre como abord?-lo.
Este tipo de pesca envolve o uso de enormes e pesadas redes ao longo do solo marinho. As grandes petas de metal e as rodas de borracha adjuntas a estas redes se movem nas profundidades e arrastam quase tudo o que encontram em sua passagem, afirmou a organizatpo ambientalista Greenpeace. O grupo assegura que, pelo menos, cerca de 200 barcos de 11 pafses praticam a pesca de arrastpo, cuja atividade representa 0,5% das capturas mundiais. Afirma, ainda, que as formas de vida que se desenvolvem em ?guas profundas levam dTcadas, e atT mesmo sTculos, para se refazerem dos danos.
?H? muitas propostas para limitar a capacidade destes barcos e ouvimos muitos pedidos de atpo por parte dos ministros?, disse David Balton, representante dos Estados Unidos e presidente da ConferOncia, que aconteceu entre os dias 22 e 26 de maio, na sede da ONU, em Nova York. PorTm, reconheceu que npo h? consenso em torno de uma morat=ria e que, atT agora, as medidas mais fortes para combater a pesca ilegal estpo relegadas ao rastreamento por satTlite de barcos pesqueiros e rfgidos controles portu?rios.
?A pesca pirata T um problema global que requer uma solutpo global?, disse Sari Tolvanen, do Greenpeace, em uma declaratpo na qual pede urgOncia a comunidade mundial na aprovatpo de uma imediata proibitpo, pela ONU, de toda pesca de arrastpo em alto mar. A organizatpo divulgou um novo informe, no dia 23, detalhando as atividades de cinco barcos de pesca em alto mar, que continuam prejudicando a vida submarina em bafas europTias, apesar de constarem da lista negra da Unipo EuropTia e da Comisspo de Pesca do AtlGntico Norte desde o ano passado.
O informe destacou que, nos ?ltimos seis meses, os barcos que estavam na lista negra mudaram seus nomes e bandeiras e estiveram em servito na Alemanha, LituGnia e Pol(nia, antes de regressarem aos seus antigos locais de pesca. O Greenpeace tambTm disse ter encontrado 64 barcos pescando em ?guas internacionais do Mar de Irminger, no AtlGntico norte, conhecido por seus corais de ?gua fria. Entretanto, quem se op)e a morat=ria diz que npo existe nenhum estudo cientffico que demonstre os impactos adversos da pesca de arrastpo.
?Em lugar de proibir esta pr?tica, os governos deveriam caminhar no sentido de frear a pesca ilegal?, disse ao TerramTrica Javier Garat PTrez, vice-presidente da Coalizpo Internacional de Associat)es de Pesca, que representa os interesses da ind?stria. Contudo, os que estpo preocupados com o impacto deste tipo de pesca discordam. ?Npo sabemos cientificamente quais spo seus efeitos?, explicou ao TerramTrica Harlan Cohen, da Unipo Mundial para a Natureza (UICN). Sua organizatpo ap=ia a idTia de uma proibitpo interina. Os delegados tambTm parecem manter opini)es diversas sobre os esfortos regionais serem uma alternativa melhor do que uma morat=ria internacional. A ConferOncia centrou seus esfortos para fortalecer o Acordo sobre as Populat)es de Peixes, que aspira garantir a pesca respons?vel de recursos altamente migrat=rios e outros que se estendem no limite entre ?guas nacionais e internacionais. AtT agora, apenas 56 pafses subscreveram este acordo, e seis dos dez principais produtores pesqueiros do mundo estpo fora dele.
+ necess?ria mais participatpo para apoiar mais amplamente o acordo, afirmou David Doulman, da Organizatpo das Nat)es Unidas para a Agricultura e a Alimentatpo (FAO), em uma declaratpo escrita que enfatiza a necessidade de maior assistOncia aos pafses em desenvolvimento, para que possam cumprir suas obrigat)es no contexto deste acordo. Para o Greenpeace, ?a natureza global da pirataria pesqueira? sugere que nenhuma atpo individual dos governos seria efetiva sem uma morat=ria sobre a pesca de arrastpo estabelecida internacionalmente. A organizatpo considera lantar uma nova campanha em favor de sua demanda de morat=ria, reunindo um milhpo de assinaturas atT fevereiro.
Fonte: Portal do Meio Ambiente [ver]