Indfgenas conquistam auto-suficiOncia com a piscicultura
[Notícia do dia 03/03/2006]
O Projeto de Piscicultura desenvolvido pela Prefeitura de Dourados e pelo governo estadual, por meio do Instituto do Desenvolvimento Agr?rio, Pesquisa, AssistOncia TTcnica e Extenspo Rural (Idaterra) cometa a apresentar os primeiros resultados depois de dois anos de trabalho ?rduo nas aldeias do municfpio. Em iniciativa inTdita, os indfgenas cometam a retirar dos atudes construfdos na reserva o primeiro lote de pescado, produzido pelos grupos familiares que fazem parte do Projeto de Piscicultura.
Spo 13 tanques, com 1,80 m de profundidade, construfdos com a finalidade exclusiva de levar, atravTs da piscicultura, a auto-suficiOncia a famflias atendidas pelo projeto. O grupo familiar Jorge da Silva, T um exemplo de sucesso deste trabalho. Os integrantes do grupo foram qualificados por tTcnicos do Idaterra e da Secret?ria de Agricultura Familiar da Prefeitura. No primeiro ano (2004) receberam ajuda desses tTcnicos para retirar a primeira leva de pescado.Com o resultado alcantado investiram mais uma vez no projeto e agora, depois de nove meses (tempo que leva a engorda dos peixes), cometam a retirar as centenas de exemplares para comercializatpo interna na aldeia.
O grupo familiar Jorge da Silva participa desde 2003 do projeto. Conta com 10 tanques construfdos nas aldeias Bororo e Jaguapiru e outros trOs tanques na aldeia Panambizinho, totalizando 29 mil m2 de lGmina d??gua para criatpo e engorda de peixes.
O prefeito de Dourados, Laerte Tetila, que esteve visitando a aldeia no momento em que os peixes eram retirados, comentou que o objetivo T expandir o processo de construtpo de tanques. ?Nossa meta T chegar a 50 tanques construfdos e beneficiar mais famflias. O programa est? trazendo sustentabilidade as famflias?, afirmou.
DOnio de Souza foi um dos contemplados com o curso de especializatpo oferecido pelo Idaterra e pela Prefeitura e, junto com mais oito pessoas de sua famflia cuida de um tanque em sua propriedade. ?O programa gera emprego para a gente. Tiramos daqui boa parte de nossa renda?, explica DOnio. Somente em uma tarde de pesca na propriedade de DOnio e de sua famflia foram retirados 150 exemplares de pescado (Pacu), dos quais 140 j? haviam sido vendidos dentro da pr=pria comunidade, por R$ 5 a peta.
A mTdia dos peixes produzidos nos tanques T de 2 kg a 3 kg. Os exemplares menores spo devolvidos ao tanque. A proposta da Prefeitura de Dourados e do Idaterra T realizar uma pescaria todos os s?bados, mas em tanques diferentes, como forma de possibilitar aos moradores da aldeia o consumo regular da carne de peixe, importante para o ser humano, pelo seu valor protTico.
Com a piscicultura na aldeia T possfvel um melhor aproveitamento e conservatpo dos mananciais de ?gua, despertando a comunidade para a preservatpo. A piscicultura tambTm promove a consciOncia de que T preciso reservar e disponibilizar ?gua nas ?reas da aldeia, preservando os lent=is fre?ticos, introduzindo e consolidando uma atividade de seguranta alimentar que possibilita a produtpo de alimento altamente protTico em espatos menores.
Ao mesmo tempo, cria alternativa para geratpo de trabalho e renda as famflias indfgenas liberando a mpo-de-obra para outras atividades de produtpo. Foram colocados alevinos de Tambaqui, Curimbat? e Pacu, em marto e abril de 2005, que j? estpo sendo consumidos pelos moradores.
O Idaterra e a Secretaria de Agricultura Familiar forneceu alevinos e ratpo para 240 dias, assistOncia tTcnica e treinamento em piscicultura para todos os grupos beneficiados. Depois disso, cabe aos beneficiados pelo programa cuidarem de seus tanques.
Fonte: Conesul News [ver]