Pantanal: cidade de Corumb? T rota cobitada por ecoturistas
[Notícia do dia 03/03/2006]
O Pantanal mato-grossense T a maior planfcie inund?vel do mundo, o que o transforma na maior ?rea ?mida do planeta. A regipo agrega um ecossistema dos mais ricos, e sua capital, Corumb?, desponta como rota cobitada para ecoturistas.
A fauna corumbaense T composta principalmente por aves aqu?ticas (tuiuius, bigu?s, gartas, gavi)es e patos) e bichos pantaneiros (cervos do pantanal, veados campeiros, veados mateiros, queixadas, lobinhos, tamandu?s e tatus).
O animal mais popular e mais visto por turistas T o jacarT. PorTm, a tarefa de achar e identificar os animais npo T das mais f?ceis, e necessita ao menos de um dia e uma noite em propriedades pr=ximas aos pGntanos.
Realizar investidas r?pidas nas matas pode gerar frustratpo caso o visitante queira topar com um bicho raro como a onta pintada, j? que os animais possuem hor?rios e Tpocas propfcias para aparecer.
Os meses de estiagem spo mais recomendados para a observatpo quando as espTcies se agrupam nos poucos lugares onde h? ?gua. De janeiro a junho T Tpoca de cheia, de julho a setembro acontece a seca, e de outubro a dezembro T o momento das chuvas no Pantanal.
Pontos obrigat=rios
O turismo ecol=gico costuma gerar alguns pontos obrigat=rios de visitatpo. Em Corumb? npo T diferente. A Estrada Park, passeio de 120 km e 87 pontes de madeiras, e o rio Paraguai, naveg?vel e utilizado para pesca esportiva e saf?ris fotogr?ficos, spo os mais requisitados. Ambos necessitam de guias para o auxflio na identificatpo da fauna e da flora tarefa ?rdua para quem est? acostumado a selva de pedra das metr=poles.
Calor excessivo e picadas de insetos fazem da viagem um programa npo muito atraente a quem se indisp)e no ambiente da mata. Seja no centro de Corumb?, seja no meio da mata, repelente de insetos e bloqueador solar devem estar sempre a mpo. A temperatura mTdia anual T de 32? C.
"Aqui o mosquito voa s= com uma asa, com a outra ele se abana", brinca o guia turfstico FlorOncio Vargas, tambTm conhecido como "Alempo".
Visitas culturais
A guerra do Paraguai (1864-1870) deixou marcas profundas nos h?bitos corumbaenses. Uma delas T das mais saborosa e se chama "sopa paraguaia". Apesar do nome, T s=lida e tem formato de torta salgada. Na Tpoca da guerra, os soldados brasileiros copiaram o h?bito paraguaio de tomar sopa com queijo, cebola e sal. Para ajudar no transporte durante as batalhas, cometaram a produzir a tal sopa s=lida.
H? ainda outros pratos que chamam a atentpo, como o caldo de piranha, o vitelo pantaneiro e uma sobre-mesa tfpica da regipo, o sorvete de bocai?va.
Saindo da arte palatar e indo para a visual, chega-se na casa das Artes Izulina Xavier, onde estpo expostos artesanatos confeccionados em p= de pedra, cerGmica e entalhes de madeira, e que retratam figuras sacras, animais do Pantanal e passagens hist=ricas de Corumb?.
A pr=pria artista, a escultora Izulina, 81, recebe os visitantes para um passeio em seu espato de trabalho.
O trajeto
Apesar de seu nome significar "lugar distante", a cidade npo fica tpo longe assim de uma capital. Campo Grande (MS) est? a apenas 426 km de distGncia e cerca de 6h de viagem de autom=vel.
Corumb? T servida por rodovia asfaltada (BR 262), hidrovia (rio Paraguai) e linhas aTreas (um v(o por dia de segunda a sexta-feira). A viagem de autom=vel T acompanhada, alTm dos buracos tfpicos e tamandu?s atropelados, por casais de borboletas amarelas e verde-limpo que inundam as margens da BR 262, de Campo Grande atT a "cidade branca" --como T chamada por conta do chpo rico em calc?rio.
Fonte: Aquidauana News [ver]