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Notícia de Pesca

Preparar em terra a ida ao mar

[Notícia do dia 02/03/2006]

No espato de quatro dias, o mar da Madeira, nomeadamente, no concelho de Machico assistiu a morte de dois pescadores.
O primeiro destes casos ocorreu na ?ltima semana de Fevereiro quando um pescador que se encontrava desaparecido h? mais de 24 horas foi resgatado sem vida do fundo do mar, no porto de recreio de Machico.
Quanto ao segundo caso, o mais recente ocorreu, anteontem, no Canital onde um pescador desportivo foi arrastado por uma vaga quando se encontrava a pescar na orla marftima, na zona da Pedradeira.
Ao que tudo indica, era um daqueles dias menos indicados para esta actividade, devido ao estado do tempo. O corpo acabou por ser resgatado pela Polfcia Marftima, com a ajuda de uma embarcatpo do Clube Naval do Canital.
Em declarat)es prestadas ao Jornal da Madeira, o Capitpo do Porto do Funchal, Ramos Gouveia explicou que esta situatpo se deve, em parte, ao facto das pessoas que praticam pesca l?dica arriscarem mais porque gostam de ir para sftios perigosos onde h? mais pescaria e a captura T melhor.
A Polfcia Marftima, nas suas operat)es de vigilGncia tem alertado os pescadores para esta e outras situat)es mas, tal como se compreende, npo T possfvel controlar certos excessos.
No tocante a pesca local, operada por pescadores profissionais, a Capitania consegue fazer um controlo da actividade na lota, aquando o descarregamento do pescado. O mesmo npo acontece com as embarcat)es de recreio que podem sair a qualquer hora para navegar na costa.
Contudo, em ambos os casos, nunca T demais prevenir. H? que ter em conta certos aspectos porque, tal como diz o ditado, quem vai para o mar prepara-se em terra.
Ramos Gouveia fez, por isso, uma recomendatpo no sentido de que as pessoas que vpo para a pesca l?dica deverpo, entre outras situat)es fazer-se acompanhar por outra pessoa. ?Npo deverpo estar sozinhas na pesca l?dica porque a outra pessoa poder? salvar-lhe a vida ou pedir socorro?.
Spo estas e outras regras que Trindade Melim, pescador h? cerca de 33 anos, npo esquece e atT recomenda. Seja mesmo em alto mar ou em terra, o pescador tem que ter o cuidado de preparar as coisas com alguma antecedOncia. Quem costuma pescar aos fins-de-semana deve cometar a preparar-se a segunda-feira, sublinhou.
H? que ter em conta o tempo, a marT, o vestu?rio, o tipo de comunicatpo e procurar levar pessoas experientes. No caso da pesca em pesqueiros, h? que ter em conta os acessos. Neste caso, e na pesca embarcada, h? que ter cuidado com o caltado, uma das ferramentas mais importantes para esta pr?tica, reiterou. ?Npo T qualquer tipo de bota que se pode andar dentro de um barco ou se pode descer uma rocha ou pesqueiros mais diffceis?.
Para saltar de um barco para outro, o caltado sintTtico est? fora de questpo. Tem que ser de borracha, por causa da aderOncia porque as bordas e o chpo dos barcos spo lisos onde se poder? escorregar.
H?, tambTm, que ter cuidado com os avisos de mau tempo e levar um meio de comunicatpo.

Seguro de pesca amadora npo existe
mas deve ser facultativo
Ao que o JM p(de apurar, npo existe nenhum seguro especffico para a pr?tica da pesca amadora. Apenas existem os seguros de vida, para todos os riscos e para as embarcat)es.
Pelo menos foi a garantia dada por Trindade Melim, pescador h? cerca de 33 anos. Actualmente, encontra-se a praticar trOs modalidades de pesca: embarcada, l?dica e profissional (pesca desportiva).
Federado na Associatpo de Pesca da APRAM, Trindade Melim tem seguro de vida e para a embarcatpo, atravTs da APRAM. Por estas raz)es, npo sentiu necessidade de ter um seguro especffico para pescar, atT porque o que tem cobre os acidentes, inclusive, morte.
Mas, em termos pessoais, no caso de ir a pescar por sua conta e risco, npo tem qualquer seguro que cubra os possfveis acidentes. ?Vou um pouco a minha conta. + como T tradicional na Madeira, ninguTm faz seguro para a pesca amadora?, referiu.
Trindade Melim reiterou, no entanto, que esta T uma situatpo que npo tem que ser obrigat=ria. ?Acho que deve ser facultativo, assim como T facultativo ir a pesca. Uma pessoa vai se apetece?.
H?, no entanto, seguros de vida para quem usa viaturas ou barcos com motores tendo reiterado que as pessoas T que devem procur?-los, consoante a frequOncia a pesca.
?Se eu vou durante um ano, duas ou trOs vezes pela costa npo faz muito sentido. O meu risco T menor do que uma pessoa que vai duas ou trOs vezes por mOs?. Mas, para quem considere que corre riscos, poder? fazO-lo, advertiu.
H? 33 anos a fazer-se ao mar, Trindade Melim j? apanhou pequenos sustos que o fizeram redobrar os cuidados e faz-se ao mar sem medos.

Fonte: Jornal da Madeira [ver]

 

[Bote no Ibest]

[Guia de Pesca em Ilhabela]

[Guia de Pesca em Itanhaém]

[Isca artifial corrico]





 

 

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